quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Um momento de felicidade

Embora este blog tenha sido criado para registrar a práticas pedagógicas, preciso deixar registrado a experiencia que vivi na ultima segunda feira dia 31/10/2011, meu aniversário.

Nunca pensei que receberia tão bela homenagem de um grupo de mãe da turma que leciono. Receber agradecimentos, presentes, palavras de incentivo é comum de forma individualizada. Porém, neste dia fui surpreendida por um grupo de mãe entrando pela porta da classe cantando parabéns com um bolo lindo a frente. Esta cena foi muito emocionante e surpreendente, mas o melhor da festa foi o momento em que seus filhos foram a frente na sala e recitaram um poema em forma de jogral. Não poderia ter sido melhor homenageada. Qualquer outra palavra perdeu valor diante desde ato, se organizaram, fizeram um bolo delicioso e ainda ensaiaram um jogral com seus filhos, deixaram seus afazeres para se dedicar a elaboração do melhor presente que já recebi.
Só tenho que agradecer por pessoas tão carinhosas passarem por meu caminho. Que Deus as abençoe sempre. Amém





































quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Educar para resiliência

Neste blog costumo postar textos de minha autoria, mas este é muito interessante ler na integra.

O conceito de resiliência 
Ramiro Marques 

 Resiliência vem do latim, resilio, que significa ressaltar. O termo foi adoptado pelas ciências sociais para caracterizar as pessoas que conseguem resistir e ultrapassar as adversidades, apesar de estarem expostas a ambientes adversos. Ser resiliente é “desenvolver as capacidades físicas ou fisiológicas conducentes a determinados níveis de endurance  física ou psicológica e até a uma certa imunidade que lhe possibilite a aquisição de novas competências de acção, que lhe permita adaptar-se melhor a  uma realidade cada vez mais imprevisível e agir adequada e rapidamente sobre ela resolvendo os problemas que esta lhe coloca” (1). 
 Rutter (2), um dos autores que mais estudou a resiliência, afirma que ela se caracteriza por um conjunto de processos sociais e intrapsíquicos que possibilitam ter uma vida saudável num meio adverso. Esses processos desenvolvem-se através do tempo e resultam da influência da família, dos suportes sociais e da educação. 
 Os autores que têm estudado  a resiliência concordam com a existência das seguintes características: é uma capacidade que põe em jogo mecanismos de protecção; é uma capacidade que permite enfrentar positivamente as adversidades e os factores indutores de stresse; faz parte de um processo evolutivo que pode ser promovido em todas as fases do ciclo vital. 
 A educação para a resiliência tem de começar na infância. Master e Garmezy (3) identificaram os seguintes factores de protecção considerados importantes no desenvolvimento da resiliência: orientação social positiva, auto-estima elevada, coesão familiar, presença continuada de adultos significantes e rede social de 
apoio bem definida e actuante. Podemos identificar as seguintes características nas crianças resilientes: sociabilidade, inteligência, competências de comunicação e locus de controlo interno, laços afectivos familiares fortes e sistemas sociais de suporte actuantes, na família, no bairro, na escola e na igreja. 
 Na ausência de laços afectivos familiares fortes e de sistemas de suporte social, cabe à escola um papel fundamental na educação para a resiliência. Os professores devem ser ensinados a compreenderam a importância da resiliência e as estratégias para a promover e o ambiente educativo escolar deve proporcionar 
oportunidades para que o aluno desenvolva os factores protectores e saiba lidar com situações stressantes e com as adversidades (4). 

Notas 
1) Jorge, A. (2007). Resiliência en estudiantes de enfermería. Tese de doutoramento. Universidade da Extremadura 
2) Rutter, M. (1991).  Some conceptual considerations. Fostering Resilience Conference. Washington DC: Institute for Mental Health Initiatives 
3) Masten, A. e Garmezy, N.  (1985). Risk, vulnerability and protective factors in development psychopathology. In Lahey, 
B. e Kadzin, A. (Eds).  Advances in clinical psychology. Nova Iorque: Plenum 
4) Para quem quiser aprofundar  o assunto, aconselho o livro: Jardim, J. e Pereira, A. (2006).  Competências pessoais e 
sociais. Um guia prático para a mudança positiva. Porto: 
Edições Asa 

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Registro de Agosto

Embora estamos nos aproximando do final do ano, o que causa uma certa ansiedade, começamos alguns trabalhos novos: a pasta de empréstimos, o caderno de reflexão e o caderno de atividades diferenciadas para as crianças que apresentam dificuldades.
O primeiro partiu das próprias crianças que queriam levar para casa os livros e principalmente as revistas em quadrinhos para ler em casa, então montamos uma pasta com fichas de emprestimos para cada criança, organizada em ordem alfabetica, aos moldes da sala de leitura pois já estavam acostumados a estas. Todos os dias uma criança fica responsável por registrar os emprestimos e as devoluções. Me surpreendi com a facilidade que assimilaram tal trabalho, se organizam em fila recolocam as fichas em ordem na pasta, as primeiras crianças a se responsabilizaram pelos emprestimos auxiliaram os demais melhor forma de fazer as anotações, não tive nenhum trabalho além de tirar as cópias das fichas, o que caracteriza a autonomia da turma em resolver problemas.
O segundo trabalho surgiu de um problema que se iniciou após a recesso escolar, as crianças voltaram mais agitadas e menos tolerante uma com as outras, por todo o tempo da aula ficavam reclamando da ação do colega causando desconforto e inquietação em toda a turma, A professora Vilma ( estágiaria do CEFOR) sugeriu que registrassem as reclamações, porém apenas registar não seria suficiente para sanar a problematica. Desta forma surgiu o caderno de reflexões, onde cada criança registraria suas reclamações que demois seriam lidas para turma que fariam os devidos encaminhamentos. Para que este momento não se tonasse num momento de conflitos as crianças são estimuladas a refletir sobre suas ações, condutas eticas, respeito ao próximo, normas de boa conduta e educação, ao final as conclusões são também anotadas no caderno e lidas no próximo momento antes da leitura das reclamações. Na primeira semana as reflexões foram diárias, depois apassaram a ser semanais. Fiz questão que o caderno fosse encapado de cor rosa e todo enfeiotado com flores bem alegres para fugir do estigma do caderno negro de reclamações. Esta atividade realmente acalmou a turma .
O terceiro trabalho é pontual e demanda mais de mim, A professora Marina do segundo ano C sugeriu a confecção de um caderno de atividades para as crianças que ainda não passaram para a fase alfabetica da hipotese da escrita, as professoras elaboraram as atividades de forma a estimular a compreensão da estrutura da lingua, com muitas listas de palavras e estudo dos fonemas. Estas atividades foram inseridas no circuito na mesa do atendimento individual, na sexta feira enquando digitamos o projeto Identidade na sala de informatica. e em todo tempo disponível após as execussão das atividades diárias.
Estes trabalhados surgiram da demanda da turma e não atrapalhou a rotina, foram inseridas entre as atividades já em andamento. Com excessão do caderno de atividades diferenciadas, os resultados foram imediatos e muito satisfatórios.
As fotos desta postagem  retratam um momento
descontraído no qual as crianças estão fazendo a produção da conto " A Branca de Neve".



















Pai poderoso abrigado por mais este trabalho. Em nome de Jesus, Amem!
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